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Crioprecipitado

Indicações:


• Doença de von Willebrand (tratamento ou prevenção);

• Hemofilia A (deficiência no fator VIII);

• Hemostase tópica em cirurgias com sangramentos severos;

• Choque e desidratação associados a queimaduras e sépsis (devido à elevada concentração de fibronectina);

• CID - consumo de fatores de coagulação e défice de fibrinogénio;

• Tratamento de leucemias linfóides (efeito antineoplásico).


Vantagem:

Permite repôr os fatores de coagulação necessários sem necessidade de transfundir grandes quantidades de sangue inteiro ou plasma, diminuindo os riscos de sobrevolémia e de reações transfusionais.

Diminuição da capacidade de formação do coágulo primário.

• Trombocitopénias severas: afeções da medula óssea, CID, esplenomegálias, doenças imunomediadas ou infecciosas;

• Trombopatias com sangramentos ativos: doença de vonWillebrand;

• Profilaxia em cirurgia de pacientes com disfunções plaquetárias.

As maiores taxas de sucesso evidenciam-se em pacientes com supressão reversível da medula óssea (após quimioterapia), com trombocitopenias por diminuição da produção (p.ex. leucemias ou anemia aplásica) ou com trombopatias hereditárias.

Em trobocitopénias por aumento do consumo (CID) ou sequestro (esplenomegália) não se evidenciam tão grandes benefícios com transfusões de concentrado de plaquetas (CP). Nos pacientes com evidência de trombocitopénia imunomediadas, a administração de CP está contraindicada. Nestes casos, as plaquetas transfundidas são destruídas rapidamente no fígado e baço, podendo em alternativa aplicar-se o CP diretamente sobre o local de sangramento - hemostase local.

Não se aconselham transfusões sucessivas de CP, visto haver formação de alo-anticorpos contra plaquetas e leucócitos, responsáveis por reações transfusionais.

Contém:


Fator VIII, XIII, vWf, fibrinogénio, fibronectina e pequena quantidade de outras proteínas.

Armazenamento:


Inferior a -30⁰C, durante 1 ano.

Volume por unidade:


40-70 ml

Administração:


» Deverá descongelar a unidade dentro de um saco de plástico impermeável, em “banho-maria” de 30-35⁰C, durante 20-30 minutos, com agitação esporádica do saco; não deixe sobreaquecer visto poder ocorrer desnaturação de algumas proteínas a partir de 37⁰C. Não descongele no micro-ondas, visto haver o risco de sobreaquecimento, descongelação não uniforme e rotura da unidade.

» Deverá transfundir 2-4 ml/kg (até 5 ml/kg, em casos graves), dose única até BID, dependendo da etiologia e tempos de coagulação.

» Em caso de tratamento preventivo antes de uma cirurgia, deverá realizar-se a transfusão nas 4 horas anteriores a esta e repetir a dose cada 30 minutos durante os procedimentos cirúrgicos mais invasivos.

» A velocidade da transfusão deverá ser lenta, 2-4 ml/kg/h, visto o crioprecipitado poder apresentar uma consistência gelatinosa; a transfusão deverá durar cerca de 1 hora.

» Crioprecipitado canino apenas deverá ser usado em cães.

» A via preferida de administração do sangue é a via intravenosa, visto 100% do crioprecipitado entrar em circulação; em animais jovens ou com comprometimento circulatório, poderá usar-se a via intraperitoneal, apesar da absorção ser bastante mais lenta.

Velocidade de administração:


Nos primeiros 15-30 minutos a velocidade deverá ser lenta, 0,25 ml/kg/h, de modo a avaliar possíveis reações transfusionais.

Em animais normovolémicos a velocidade deverá ser de 5 ml/kg/h.

Em animais com risco de desenvolver sinais de sobrevolémia (insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou hipertensão) a taxa deverá ser de 1-3 ml/kg/h, iniciando-se com a taxa mais baixa e aumentando gradualmente, caso não haja reações transfusionais (tetanias, taquipneia, dispneia, distensão das veias jugulares).

- CP caninos apenas deverá ser usado em cães.

-A via de eleição na administração do sangue é a via intravenosa, visto 100% do sangue transfundido entrar em circulação. Em animais muito jovens ou com comprometimento circulatório poderá usar-se a via intramedular (80-95% das células em circulação após 5 minutos); deverá introduzir uma agulha 18-20 G ou uma agulha de aspiração de medula óssea na fossa trocantérica do fémur ou no grande tubérculo do úmero. Poderá também ser usada a via intraperitoneal (50% do sangue entra em circulação após 24 horas e 70% após 48-72 h); as células sanguíneas transfundidas têm um tempo de vida mais curto.

Precauções / Contra-indicações:


» Não se deverá transfundir simultaneamente Lactato de Ringer (na mesma via ou outra via parenteral). O fluído mais seguro será NaCl 0,9%, no entanto não há necessidade de infusão simultânea de cristalóides.

» Deverão ser usados sistemas de infusão com filtro.

» Apesar da tipificação sanguínea, poderão ocorrer reações adversas ou sobrevolémia. Esteja igualmente atento e monitorize o animal com regularidade.

» Não administre medicação parenteral na mesma via usada na transfusão. Idealmente, deverá realizar-se uma lavagem (flushing) dos cateteres com solução de NaCl antes e depois da transfusão.

» Deverá misturar gentilmente o conteúdo de cada saco de crioprecipitado antes de iniciar a transfusão.

» Deverá rejeitar qualquer saco danificado, perfurado ou com coágulos visíveis; a pigmentação avermelhada de algumas unidades não constitui risco para a sua administração, visto a quantidade de hemoglobina livre ser bastante baixa.